Banda Afrocidade denuncia nas redes sociais que dançarino foi agredido por guardas municipais no carnaval de Salvador

Segundo a assessoria da banda, Guto urinava atrás de van, junto com foliões, quando as agressões ocorreram.

Denúncia foi feita nas redes sociais do grupo — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Denúncia foi feita nas redes sociais do grupo — Foto: Reprodução/Redes Sociais


A banda Afrocidade denunciou em postagem no Instagram que um dançarino do grupo foi agredido com socos por cinco guardas municipais, após um show do grupo no camarote Expresso 2222, na terça-feira (5) de carnaval de Salvador, no circuito Dodô (Barra/Ondina).

Na rede social, a banda postou uma foto do dançarino Gutemberg da Silva Cabral tendo o braço direito enfaixado e relatou a situação.

“Infelizmente nossa passagem pelo Carnaval não foi somente flores. Na saída do show que fizemos na terça-feira de carnaval, na Barra, um dos nossos dançarinos foi covardemente agredido por guardas municipais, o que resultou em uma lesão no seu braço direito. O brabo Gutinho passa bem e as medidas cabíveis estão sendo tomadas”, disse a banda no post.

“Estávamos e estamos concentrados em dar assistência ao nosso pivete brabo, e a luta continua. Diversas outras pessoas estavam no mesmo lugar que Gutinho e somente ele foi agredido. Dentre os diversos assuntos que pautamos em nossos show, a denúncia ao racismo e a violência policial se faz presente, e dessa vez ela bateu na nossa porta. Tamo Junto, Gutinho!”, finaliza a postagem da Afrocidade.

Segundo informações da assessoria da banda, o jovem, de 24 anos, urinava atrás de uma van, junto com outros foliões, quando a agressão ocorreu. Ainda segundo a assessoria, várias pessoas estavam urinando no local, mas só o dançarino foi agredido.

Ainda de acordo com a assessoria do grupo, a agressão ocorreu por volta das 2h30, e os guardas municipais só pararam de agredir o jovem quando foram chamados pela produção da banda.

Guto foi socorrido e levado para uma unidade médica próxima ao local. Ele sofreu uma lesão no braço.

Em nota, a Guarda Municipal informou que desconhece o fato sugeriu que a vítima formalize a denúncia junto à ouvidoria do órgão, para que o fato possa ser apurado pela Corregedoria da instituição.